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13/05/2009 12:00

Alcoolismo

O alcoolismo é uma doença primária e crônica, cujo desenvolvimento e manifestações estão na dependência de fatores genéticos, psicossociais e ambientais. O alcoolismo é caracterizado pela ausência de domínio do indivíduo sobre bebidas alcoólicas ou outras substâncias que contenham álcool em sua formulação.

A utilização excessiva do álcool é hoje em dia um grande problema de saúde pública e afeta vários aspectos da atividade humana. Entretanto, alguns estudos mostram os benefícios do consumo moderado de álcool com menor incidência de doenças cardiovasculares. Porém sabe-se que se houver excesso no consumo, algumas doenças como hiperlipidemias, hepatite, cirrose hepática, hipertensão e até mesmo morte súbita pode ocorrer.

O padrão de ingestão de álcool é considerado patológico, mais em termos qualitativos do que quantitativos. Ou seja, o consumo do álcool vai prejudicar a qualidade de vida de uma pessoa, não pelo volume (quanto bebe) nem pela freqüência (quando bebe) do consumo, mas pelos danos causados à saúde: físicos, mentais, do funcionamento social ou do desempenho profissional do indivíduo. Assim, quando o consumo do álcool interfere na qualidade de vida da pessoa, no sentido de prejudicá-la, pode-se estar diante do chamado “uso nocivo” do álcool, antigamente chamado “abuso”. Não significa que a pessoa esteja dependente do álcool, necessariamente. Porém, alguém não precisa ser dependente para apresentar problemas por que usam o álcool de forma prejudicial à saúde, sem serem dependentes, do que pessoas medicamente consideradas dependentes do álcool, que também estão comprometendo sua saúde.

Os efeitos do uso prolongado do álcool são diversos, a sua ingestão contínua desgasta o organismo ao mesmo tempo que altera a mente. Alguns dos problemas mais comuns da doença atingem o estômago, o intestino, o sistema cardiovascular, glândulas e o sangue. Com o seu uso crônico abusivo, observa-se: perda do apetite, deficiências vitamínicas, impotência sexual, ou irregularidades do ciclo menstrual.

O consumo moderado de álcool está associado a uma redução significante no risco de doenças cardiovasculares, mas o uso de álcool não é recomendado como estratégia de intervenção. Os limites para o álcool de até duas doses por dia para homens e uma dose por dia para mulheres são estabelecidos porque o álcool eleva a pressão sanguínea.

Trabalho de Orientação de TCC da aluna:  Laisy Sobral de Lima Trigueiro
Orientadora: Profª Lúcia Helena Coutinho Serrão