Projeto de extensão e a IFMSA FCM-PB realizam roda de conversa sobre o autismo


03/04/2019 14:36

O Projeto de extensão “Muito Além do Autismo” e o International Federation of Medical Students Association – IFMSA FCM-PB realizaram na tarde de ontem, 2 de abril, a Roda de Conversa Conhecendo o Autismo com a professora Tâmara Guedes, no Anexo de Medicina, em Intermares. “Esse é um momento mais integrativo, a ideia não foi fazer uma palestra, e sim trocar experiências, tirar as dúvidas e inquietações que elas tenham sobre o tema do autismo” afirma a professora.

Conhecendo o autismo

Segundo Tâmara é importante que as pessoas compreendam melhor o autismo. “Hoje é um dia que a gente trabalha muito, porque é um dia de luta para que as pessoas possam tentar compreender um pouco mais da realidade da pessoa que tem autismo, e se solidarizar sobre esse processo, não no sentido penoso, mas de querer compartilhar e viver um pouco mais desse mundo das dificuldades. Existem muitos direitos garantidos sobre o ponto de vista normativo, mas na execução mesmo, como vagas em escolas e em serviços em saúde, isso de fato ainda é um desafio diário para as famílias que convivem com alguma pessoa com autismo”.

Inclusão

A professora explica que é fundamental falar de inclusão. “Além de todo esse processo, uma das maiores dificuldades que as famílias enfrentam é o preconceito. As pessoas que não conhecem e não convivem com alguém com autismo têm um preconceito muito grande. Então, falar de inclusão se faz necessário, não somente para que as pessoas possam entender quem é esse autista, mas que possamos viver em uma sociedade que entenda, compreenda, e se solidarize pelas dificuldades que ele vive, ter empatia é fundamental”, pontua.

Formação humanizada

Para finalizar Tâmara afirma que os profissionais devem estar preparados para receber o paciente autista. “E nesse processo que estamos fazendo de formação, onde a Ciências Médicas está formando profissionais de saúde para cuidar das pessoas, a gente não poderia deixar de trazer isso à tona, pois a gente precisa trabalhar o tema não sobre o ponto de vista apenas teórico e científico, mas sobre todo contexto que envolve as relações sociais dessas famílias e na relação profissional paciente”.