Publicado em 25/11/2021

Refluxo: Quais as causas e como identificar o problema?

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Após uma refeição generosa, nosso sistema digestivo envia sinais avisando que talvez tenhamos exagerado na quantidade. É por isso, que às vezes sentimos um gosto amargo ou ácido na região da boca/garganta e até mesmo uma sensação de queimação, sem falar, no temido retorno do conteúdo estomacal. Mas, se esses sintomas são constantes, podem ser características de uma doença chamada de Refluxo Gastroesofágico.

 

MAS AFINAL, O QUE LEVA ESSA DOENÇA A SE DESENVOLVER NO ORGANISMO? 

A doença do refluxo gastroesofágico é de alta prevalência, chegando a atingir cerca de 20% da população em alguns países e esse número vem aumentando nos últimos anos. De acordo com a médica gastroenterologista e professora da FCMPB, Tarciana Vieira da Costa, ela acontece quando o conteúdo do estomago atinge o esôfago provocando lesões e sintomas esofágicos: “A doença tem uma origem multifatorial, vários aspectos podem estar envolvidos na sua patogenia, como fatores genéticos e ambientais associados a obesidade, o tabagismo e alguns hábitos alimentares que predispõem esse retorno”.  É importante deixar claro que existe uma distinção entre refluxos fisiológicos e a doença do refluxo gastroesofágico. “Pessoas que não são portadoras da doença do refluxo gastresofágico podem apresentar, eventualmente, retorno do conteúdo e ter episódios de refluxo fisiológicos, sem que isso ocasione danos na mucosa do esôfago. E acaba sendo normal que uma determina quantidade de refluxo ao longo do dia aconteça, sem necessariamente, se tratar da doença do refluxo”, afirma Costa.

 

SINTOMAS

Normalmente os sintomas da doença do refluxo são classificados como: Esofágicos e Extra Esofágicos. 

Esofágicos: São mais comuns a manifestação da pirose (sensação de queimação na região atrás do peito) e a regurgitação (retorno do conteúdo gástrico para o esôfago).

Extra Esofágicos: Existem vários sintomas Extra Esofágicos como a laringite crônica, faringite, asma, tosse crônica, pigarro, erosões dentárias, fibrose pulmonar, entre outros.

 

DIAGNÓSTICO

Os sintomas do refluxo gastresofágicos não são exclusivos da doença, podendo ocorrer em outros problemas esofágicos, por isso, se os sinais se tornam mais frequentes é importante buscar ajuda de um gastroenterologista. “Os pacientes que têm esses sintomas que se iniciam após os 40/45 anos têm que estar atentos para realização de endoscopia pra fazer o diagnóstico diferencial de outras doenças mais comuns, acima dessa faixa etária”, concluí Costa.

TRATAMENTO

O tratamento deve ser individualizado, dependendo dos sintomas que se apresentam em cada indivíduo, mas de modo geral é composto por tratamentos não farmacológicos e tratamento farmacológico.

Não farmacológicos:

Evitar consumir líquidos durantes as refeições;

Evitar deitar após as refeições (tempo ideal: duas horas após consumir alimentos);

Diminuir o consumo de bebidas gaseificadas e alimentos gordurosos;

Evitar ganho de peso.

 

Tratamento farmacológico: “As principais medicações são utilizadas por um período que depende do tratamento de cada paciente, mas geralmente esse tempo inicial é de 2/3 meses.  Ainda existem outras opções medicamentosas que permitem fazer um bloqueio da supressão ácida do estômago, outros casos exigem tratamentos mais específicos, por isso o acompanhamento do gastroenterologista é indispensável.” Finaliza Costa.